domingo, 25 de junho de 2017

paz









Pássaro fora da gaiola, revoada no final da tarde, calor que pega de leve na pele só pra trazer o prazer da quentura no coração. A casa antiga, linda e cheia de barulho de vida. As árvores no quintal, nosso cachorro correndo feito bola peluda desajeitada e sem rumo, cheiro bom de comida pra receber os amigos. Os temperos frescos na janela da cozinha, a música, o tatibitate de criança falando sua língua própria e tão universal. O sol se pondo, a brisa fresca trazendo o cheiro de dama da noite e alegrando até os narizes mais sisudos e distraídos. Água fresca, vinho bom, paz na alma. O afago que chega pra trazer arrepio, o beijo roubado no meio do caminho, o sorriso que não pertence só a mim. O amor que faz morada, a delicadeza que costura palavras, o carinho do respeito aos sentimentos que habitam quem vive ali. Nesse cenário de vida, não tem espaço para personagens, nem para ilusão. O amor e a verdade andam de mãos dadas pelo jardim, espalhando sementes de bem-querer, plantando mudas de paixão e afeição . E não é que de vez em quando também nascem pés de fantasia e imaginação, fartos e generosos, para servir de sombra nos dias de sol causticante e acolhida nos dias de tempestade? A vida correndo sem pressa, no passo e no compasso da felicidade, agradecida pela certeza de que  vida só vale a pena quando o coração está em paz.


Amor e verdade sempre!
Telma

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